domingo, 12 de março de 2017

O OLHAR

Olhar, encarar, ver, enxergar.
Olhamos o mundo segundo nossa ótica. Usamos óculos. Escuros às vezes, pois não qyeremos ser vistos. Não queremos nos ver. Ver nossa luz e nossa sombra. A luz a dissipa. A luz também a vivifica quando nos colocamos obstáculos. Retiremo-los por mais difícil que pareça ser para nossa vida ser plena de prazer.

sábado, 11 de março de 2017

SORRATEIRAMENTE

Só o rato vivia na caverna. Se escondia dos gatos e das ratoeiras. Não saia de casa nem ia à feira. Sobrevivia dos escombros. Os carregava nos ombros. Tinha medo de sair dali.
O rato comia o pó e se alimentava de uma forma de dar dó. Mal sabia do seu real tamanho. Era em verdade uma ratazana maior que um grande gato. Engordava  a cada dia e, mal sabia, que chegaria o grande dia de  roer ao redor da entrada e sua alma ser levada.

quinta-feira, 9 de março de 2017

NOVA TIRAGEM DE AMORES DA CASA VELHA

Já saiu a nova tiragem do meu livro Amores da Casa Velha.
Segue o link do facebook para aquisição, mas vc tb o pode encomendar através dos comentários, ok?

Bjos

Ananita

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1455383161141540&id=100000096093454

quarta-feira, 8 de março de 2017

DIA DA MULHER

Não temos direito a um dia só. Homens e mulheres temos direitos a ter nossos direitos respeitados todos os dias.
Quando traimos o par, traimos na verdade o nosso sentimento.
Devemos ser honestos.
Esta foto é da oficina de poesia sobre o AMOR UNIVERSAL DA DEUSA AFRODITE que abençoa a todos que amam a si e ao outro.
Meu marido Alex dos Anjos Baptista foi quem fez a arte.
Você que ainda não foi tocado pelo Amor, faça a oficina e descubra seu potencial.
Vivemos todos os dias com muito Amor!

segunda-feira, 6 de março de 2017

JOGO DA VIDA

A vida é como uma partida de futebol. Tem a gente, o adversário, o árbitro, seus auxiliares e as torcidas contra e a favor.
Quando se ganham várias partidas, é preciso ter humildade para o tombo ser menos dolorido.

Hoje saí às ruas de blusa vermelha em solidariedade ao flamengo. Sou botafoguense e não escondo isso. Meu time perdeu para o rubro-negro recentemente e não o largo.
Minha mãe é flu e meu namorido são paulino. Duas pessoas que amo assim como a mim mesma. Vitoriosos na vida e em campo.
Não é hora de pendurar as chuteiras. Só quando morremos. Temos que saber a hora de recuar assim como a de encarar a dura realidade da Vida.
O carnaval já passou. Temos que lotar as ruas como o mesmo ímpeto e o mesmo fôlego pois ainda não nos aposentamos.
Queremos troféus para deixar para nossos descendentes

sábado, 4 de março de 2017

LÂMPADAS

Lâmpada boa acende de primeira. Não fica "rateando".
Comprei uma lâmpada nova que não acende direito.
O vendedor disse que é assim mesmo. Confiei em sua boa fé.
É necessário ter fé... nas pessoas?
Nem sempre.
Somos como lâmpadas. Temos nosso tempo de vida. Acendemos e apagamos todos os dias até que em um... puf! Apagamos por completo.
Sofremos nessa vida, e muito. Mas também nos alegramos.
Lembremo-nos dos vaga-lumes que encantam a escuridão.
São lâmpadas vivas prestes a chegar ao fim.
Devemos cuidar bem de nossas resistências e não viver de aparências.
Primar pela decência para quando chegar a velha decadência.

APONTAR O DEDO

Não devemos apontar o dedo, mas sim o lápis.
Outras vezes faz-se necessário mostrar o dedo.
Meu coração está ferido e vou fazer as unhas.
Futilidade? Claro que não. Fazer as unhas faz parte do refazimento de uma pessoa, principlamente se ela for feminina ou não.
Costuma-se mostrar o dedo do meio e eu mostro todos. Não para dar na cara de alguém, mas pra mostrar que é hora de ir trabalhar.
Sou uma manicure e ajudo madames ouvindo seus lamentos. Terapia bem mais em conta.
Tantos anos de terapias e tudo se resume em 60 minutos de sessão no salão.
Sou mal paga. Deveria custar uns 100 reais cada pé e mão.
Apontando o lápis em casa, registro as audições do trabalho e recorto de tudo um pouco para que eu, uma simples manicure, não caia nas armadilhas da vida assim como minhas clientes.

sexta-feira, 3 de março de 2017

A ROCAMBOLESCA

Todo domingo era dia de fazer rocambole pro seu amado. Juntava vários doces num só. Uma verdadeira colcha de retalhos. Seu amor era multifacetado como o título do seu livro: RETALHOS DE PAPEL.
Maria Rita pensava ser sozinha no mundo mas... esquecia com frequência do ser amado. Só se lembrava dele aos domingos quando vinha lhe visitar.
Adorava a mistura de sabores que colecionava ao longo da semana.
Seu amado se deliciava com os doces e a sobremesa.
Há... quanta fartura de sobremesa; sobrecama, sobresofá.
Não sobrava nada para ninguém mais.
Sabiam que a vida nem sempre seria doce como o rocambole e cultuavam a iguaria para se nutrirem todos os dias.